segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quem sou, de onde venho e para onde vou???...



A frase que compõe este título, não é minha, não é de minha pertença, mas "Penso eu de que", pertence a William Shakespeare. E efectivamente, desde que tenho consciência de quem posso vir a ser, que me tenho colocado esta questão de modo intrínseco, de forma a tentar compreender de todo que faço aqui, além de peso no chão que isso, qualquer burro faz sem disso mesmo ter consciência...
E acredito que enquanto durmo, sob a égide de João Pestana meu íntimo procura qual cavalo louco, qual radar sem regras em todas as direcções e mais algumas escondidas nesta Amazónia de Mistérios que a todos nos envolve desde os primórdios da humanidade que quando deixou de temer os trovões como vozes dos zangados deuses, passou a temer o "monstro-homem" que já demonstrou ser capaz de tudo do pior, querendo dizer que tem sido "pior a emenda que o soneto". Parece que não aprendemos nada de nada com a história passada, acabando a repetir os erros do passado como se fossem novos. José Vasconcelos, um humorista Brasileiro disse um dia p'ra alguém, acho que num programa radiofónico porque nessa altura não deveria ainda haver a "caixinha mágica" da televisão: Oi cara!...Você p'ra burro, só estão lhe faltando as penas!...Respondeu assim o interpelado; Mas burro não tem penas... Então não está lhe faltando nada, você já é mesmo burro completo.
De certo modo tem sido o homem que parece ser este cara de que nos dá indicação o famoso José Vasconcelos de seu nome. Ainda no outro dia ouvi o Cristiano Ronaldo dizer que se aprende com os erros. Aliás, já o ouvi de uns quantos outros jogadores mas, deixem-me discordar. Não é com o cometimento continuado dos erros que se aprende algo ou alguma coisa. Não é nem será pelo facto de cometer-mos hoje um erro que amanhã não iremos comete-lo de novo. É assim! Se para deixar-mos de cometer erros nas contas de aritmética teremos de estudar e saber de cor a tabuada, não é na continuidade das contas erradas que iremos deixar de cometer os mesmos e habituais erros. Assim como no próprio futebol, a maneira mais certa de deixar de cometer erros, será treinar com afinco porque a não continuidade de erro nos jogos, tem a ver com a assiduidade nos e dos treinos. Não é aquele jogador que falta aos treinos, onde o treinador pode e tem tempo para o corrigir em seus principais erros, onde ele próprio tem oportunidade de treinar outras formas de conduzir a bola ou de enfrentar os adversários,que estará em melhores condições de errar menos no próximo jogo. É tão igual a um guitarrista que antes de enfrentar um público num espectáculo, teve que primeiro aprender a tocar e depois perder ( de certa forma não é perder mas sim ganhar...) horas e horas a praticar para o som sair na perfeição. Lá está, que não é na repetição do erro que se aprende mas sim e ao contrário, na anulação, na eliminação  do erro que está a solução do problema, assim como está no saber da tabuada a eliminação nos exercícios de aritmética. É como a velha e deturpada teoria de que para aprender a nadar é simplesmente atirar alguém que não saiba nadar para águas profundas que ele logo se encarregará de aprender a nadar. O que isso tem dado é mais mortes por afogamento que outra coisa qualquer. "Quem vai ao mar avia-se em terra", um ditado antigo que diz tudo em poucas palavras. Quem quiser atirar-se a águas profundas, para não correr o risco desnecessário de morrer afogado, aprenda primeiro a nadar em águas rasas. Tão simples quanto isso, nada mais que isso. Quem quiser aprender a fazer contas sem dar resultados errados que aprenda em primeiro lugar a tabuada, assim como em tudo na vida, sem excepções. Temos de deixar esta ideia estupidamente perseverante e que parece reinar ainda de "Tudo ao molho e fé em Deus". é que é necessário e fundamental relembrar que muitos destes intervenientes se dizem ateus. Ora, assim não dá, nem chegaremos a parte alguma. Nosso destino ficará em parte incerta porque não soubemos definir o destino, deixando tudo ao acaso.

Nota: Acabei de escrever um trabalho ( e vou ter que rescrever porque o computador roubou ou seja, apagou o que estava já escrito. É uma questão técnica mas que acaba por estar de acordo com este trabalho em verso e em rima...) em espécie de poesia ou seja em rima porquanto me não posso considerar poeta mas só, um simples rimador. Para ser poeta que possa ser comparado aos grandes poetas deste nosso tempo, é algo que não posso afirmar ter. Sou pequeno demais para tanto!

I
Quem sou eu?...
Quem serão eles?...
Alguém que tanto perdeu... 
Para os bolsos, bossas e bolsas deles!
II
A tantos e a mim me fizeram pobres...
Para viverem na opulência...
Por terem consciências podres?...
Baseados na indecência...
III
Onde os valores são trocados...
Onde vale mais a traição...
E os milionários ordenados...
Destruindo o resto da nação...
IV
Dizendo eles que é mentira...
Que são castos e virtuosos...
P'ra que ninguém se lhes refira...
Como uma corja de mentirosos?...
V
O que eles são na realidade...
Como que desculpando seus actos...
Com um coração pleno de maldade...
A valerem tanto como ratos...
VI
Que atacam nosso celeiro,
Sem pejo, vergonha nem medida!
P'ra ficarem com todo o nosso dinheiro...
E por-nos a nós de mão estendida?...
VII
A uma esmola que não nu-la darão...
E condenarem-nos à cadeia...
Vivência deste mundo cão...
Que livrar-mo-nos deles, não há meia!
VIII
Não há praga que os leve...
Ou vacina que os cure!
Vale mais hoje quem mais deve...
E quem mais falso jure.
                                                         A.G.G
                                                                  16 / 4 / 2012
                                                              11.45 horas
                                             Tempo de escrita, 5 a 10 minutos. Foi como que descarregar a disquete mental armazenada durante a noite mal dormida, com tempo para ouvir rádio. 

Ouve-se dizer amiúde que ser homem é..., escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore. Mas não soa assim a modos que a pouco?. Quantos escritores que não tiveram filhos, serão por essa


 

Sem comentários:

Enviar um comentário