terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Ano Novo, Vida Nova.
Faço votos de que tenham passado umas quadras festivas boas ou pelo menos de boa saúde que é em si a maior riqueza que poderemos vir a ter, apesar de muitas vezes não lhe dar-mos o devido valor. Muitas das vezes, " Devido a razões que a própria razão desconhece " menosprezâmo-la ou até a maltratamos em função de nossa estupidêz natural ou adquirida naturalmente por influência da terrível sociedade que nos rodeia. Ela, tem poder sobre nós.É tempo de nós ter-mos também poder sobre ela, reclamando de coisas e de causas às quais somos adversos. Esta ideia do " Por um portugal melhor " vem no seguimento de " Por um país melhor ", em qualquer parte do mundo onde um movimento deste género se levante. Seria como que a "Primavera Árabe mundial", sem ter de ser exactamente igual ou seja, sem armas e sem derramamento de sangue. A formação de um partido em qualquer parte do mundo que leve para a sua Assembleia as bases de que os homens são todos iguais sem uns terem de ser mais iguais que os outros, com uns a receberem mais dinheiro e regalias do que efectivamente merecem e que são retiradas a uma maioria para as entregar de mão beijada e irreflectidamente a uma minoria que não o merece. Que os corruptos sejam efectivamente obrigados a entregar todos os dinheiros e regalias que obtiveram com ajudas de leis que a isso os ajudaram. Quando na lei aparece que terá de ser o Ministério Público a ter que fazer prova de corrupção em lugar de ser o corrupto a ter de a fazer isto é, mostrar de onde lhe veio o dinheiro para tantos bens adquiridos em tão pouco tempo e de uma riqueza como que caída do céu ou seja "do seu, do meu e de uns tantos mais. Já Almeida Garrete (me parece...) dizia que para se fazer um rico terão de se fazerem centenas ou porque não milhares de pobres. E como se pode admitir que em tempos de crise os ricos fiquem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres? É porque alguém anda a vender "Gato por lebre" a coberto de pseudo-leis que lhes são favoráveis. O diccionário diz-nos que "Ladroeira" é quando uma mercadoria, um objecto ou outra coisa são vendidos acima do seu valor real. Se é facto que existe ladroeira, é porque efectivamente existem ladrões que terão de ser punidos e sancionados. Foi notícia de jornal: O Vice-presidente da Câmara de Braga construíu ( também socialista como o seu presidente que deteria em seu poder só trinta e três contas bancárias. Pergunte-se para quê e por quê um presidente presisar de tanta conta bancária quando tem um só ordenado?...) em dois anos uma casa ou melhor se diria uma mansão a rondar uns duzentos mil euros quando em dez anos sem comerem nem beberem nem calçarem ele, ganharia o equivalente a um terço da dita casa. Será caso de se admitir que há aqui caso de " Gato escondido com rabo de fora ". Ele teria de provar por ( A+B ) de onde lhe veio o restante dinheiro. Caso não o conseguisse fazer teria teria que reverter a favor do Estado o montante dos outros dois terços ou teria de pressindir de ursufruir dos direitos legais da dita casa. Um caloteiro pode ficar a dever a toda a gente segundo os seus próprios ditames. O que não poderá nunca acontecer é, ficarem a dever-lhe. Isso, ele não autoriza forma alguma e se for-mos atestar na realidade, poucos casos haverá em que tal coisa tenha realmente acontecido. Há um caso contado em anedota em que um caloteiro diz: Dívidas velhas não paga e dívidas novas, deixa-as ficar velhas. Quer dizer, assim são também os corruptos onde a pior coisa que lhes poderão fazer é..., retirar-lhe tudo quanto eles conseguiram através da dita e maldita corrupção.
Não acabariam assim os corruptos mas daria tempo e dinheiro para se irem acabando com os outros que são muitos e com tendência a aumentarem se todo o mundo vê que as leis os protegem. Para um combate efectivo, decente e real à corrupção, terão de ser quem mostrar sinais de riqueza ilícita a provar de onde, de que buraco, de que tia desconhecida, de que negócios legais lhes veio tanto dinheiro e não do seu, do meu e de tantos outros desconhecidos mas afectados na realidade ao receberem a menos ou a terem de comprar as coisas mais caras.
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