quinta-feira, 21 de junho de 2012

Este é um País d/treta!Só leis que ninguém cumpre!



Este é um País da treta! É só leis que ninguém cumpre!
O pensamento do dia aqui há uns tempos do C.M. dizia: "Leis injustas são a pior forma de tirania". O meu dicionário, diz: "Lex injusta non est lex" quer dizer que. Lei injusta não é lei. Em que ficamos então? Diz também meu dicionário uma frase de certo modo engraçada e educativa ao mesmo tempo, "penso eu de que": " O uso do abuso é corrupção". Ninguém entende? Se não entendem..., é aberração com toda a certeza. Não entendem porque lhes não interessa, interessando-lhes muito mais o facto de a lei lhes permitir serem corruptos não querendo saber que corrupção está ligada a putrefacção, a coisa putrefacta, a coisa podre, nojenta de meter nojo aos quadrúpedes, pus, sânie- matéria purulenta que sai das úlceras, tudo aquilo que ao fim e ao cabo nps dá volta às tripas, nos dá vontade de vomitar só que, corruptos e companhia limitada continuam andando por aí..., com direito a guarda costas e tudo. Não sei como esta sociedade pode sustentar tudo isto de ânimo leve.
Na Suíça, li há dias, à volta de 4000 casos de corruptos julgados..., trinta e tal por cento deram em prisão efectiva. Em Portugal, o tal país das maravilhas para os criminosos de todo o tipo e tamanho, qualquer que seja o crime cometido há sempre uma desculpa sui generis, para quase o triplo de casos ou seja quase 12000 casos chegou-se à máxima efectivação de cadeia efectiva na ordem dos excepcionais 0,7%. Abismados? Não vale a pena..., estamos em Portugal!
Não é bem assim..., há..., existem aqui e neste caso particular..., várias variantes.
Em princípio, não é bem um País da treta, assemelhando-se muito mais a um País da "teta" a que se agarram com unha e dentes os variadíssimos mamões cá do sítio além de outros que vem de fora, já ao respectivo cheirinho do leite puro isto é..., não adulterado e livre de impostos mas não de impostores que são às mãos-cheias. É só apanhar e encher aos baldes.
Quem se lembra por acaso daquela história da plantação de tomates ao tempo de governação de Cavaco e Silva como 1º Ministro, em que determinado estrangeiro cantou " A canção do bandido" aos organismos nacionais, recebeu uma pipa ( ou um pipão...) de grana ( de dinheiro...) da nossa, do nosso Erário Público ou do nosso fundo de maneio e se pôs a milhas e nunca mais vimos nem os tomates nem o dinheiro? Mas será isto governar ou desgovernar? ou será mais malversar? ( eu fiquei deveras surpreendido com a palavra Malversação que descobri entretanto no dicionário. Em resumo, diz-nos que é má aplicação dos dinheiros públicos ou desvio desse dinheiro para outros fins que não os devidos. Ora, ou terei percebido mal ou desde o célebre trist 25 de Abril que em lugar de andar-mos a ser governados., temos é andado a ser Malversados a torto e a direito.
Lembra-me também de quando o então 1ºMinistro Cavaco e Silva  pôs o IVA ( que para nós o Povo explorado e oprimido tem muito mais de " E tudo o vento levou" que outra coisa qualquer. Desculpe Sr. então 1º Ministro e agora Presidente da República...) no pão e no leite. Se já nessa altura haveriam coisas que não deveriam ser castigadas com este imposto, essas coisas, esses artigos seriam principalmente o pão e o leite. Se dinheiro não é tudo na vida..., o dinheiro arrecadado com este imposto no pão e no leite, poderia por exemplo ser aplicado nos carros de luxo que bem temos visto as suas vendas aumentarem, independentemente de haver ou não haver crise. Está mais do que provado que as crises são para os pobres e nunca para os ricos. Estes, como já aconteceu nesta crise em Portugal, acabam por ficar mais ricos porque vendem cada vez menos mercadoria por mais dinheiro. Dizem depois que é o euro que vale menos. Grande mentira esta. mentem com quantos dentes tem na boca e às tantas, tem dentadura a duplicar. O que aumentou com a passagem do escudo ao euro, foi a sua ganância que aumentou e de forma desmedida.
Veja-se que enquanto no tempo do escudo os aumentos era à volta de 1#00 a 2#50, hoje os aumentos andam na ordem dos 5 a 20 cêntimos de euro mas, que corresponde a 10#00 e a 40#00 quando o o.m. ( ordenado mínimo...) não aumentou nessa proporção. Quer dizer que de certa forma, os comerciantes deixaram as unhas crescerem demais. Hoje nada é caro, nós é que estamos ganhando pouco. Só que ao contrário, eles estão ganhando demais. Ainda hoje ouvi sobre a gasolina que sobe duas vezes e depois, desce apenas uma o que nos diz que estamos a cada dia pior que ontem. Fartam-se de chamar nomes e nomes bem feios aos de ontem só que, estes de hoje estão a ficar horrorosos, tão feios que qualquer dia até as mães não os reconhecem, rejeitam-do-os com toda a certeza.
 Não esqueçam:" Certos indivíduos...,  certos governos e por consequência certos governantes, piores do que os gatos por leite..., são como os vampiros por sangue! São insaciáveis!" A.G.G.
 Certo dia numa estrada secundária do Algarve, vendo um pequeno agricultor a vender umas coisas em cima de um muro, perguntei-lhe o preço das laranjas que em superfície comercial se comprava nessa altura a 30 cêntimos de euro ou seja a 60$00 antigos. Sabem o que me respondeu este vendedor de rua? Quaisquer dois euros. Disse-lhe eu depois; O saco ( saco de aí à volta de uns 4 a 5 quilos)? Não, disse-me ele: O quilo! Então questionei-o; Você quer vender-me laranjas a 400$00 o quilo? Disse ele: Agora não se pensa em escudos, agora pensa-se em euros! E eu disse-lhe então; Tá bem, mas você deve pensar nos seus e não nos meus.
Alguém deve estar lembrado do problema que foi na Itália a passagem do euro para a "Lira-dinheiro Italiano...", onde os comerciantes, nada gananciosos multiplicaram por quatro o valor das coisas, quer dizer. O que antes em Liras os Italianos adquiriam por 100 liras já na época do euro, teriam que desembolsar o correspondente a 400 liras. Se isto não é injustiça económica, então o que é? Se os comerciantes não são seguidores de Hermes ( o deus dos ladrões e dos comerciantes na mitologia Grega, "penso eu de que"...Além do mais, quer a mitologia romana e a nórdica, tem também o mesmo deus para as duas classes. Não quer isto dizer que todo o comerciante seja ladrão mas, todo o ladrão é comerciante. Em princípio o ladrão rouba para vender. Por acaso saiu hoje uma notícia no jornal o C.M onde um criminoso ( foi solto por homicídio ao fim de 23 anos de cadeia e recebia um R.S.I de 350 euros. Quando a maioria das pessoas  recebem R.S.I num valor que não chega aos 200 euros, cega-se obrigatoriamente à conclusão de que ser criminoso em Portugal..., trás as suas compensações infelizmente...) disse à polícia que o prendeu que..., roubava para ter um melhor nível de vida. Foi agarrado depois de ter perfurado os pulmões de um cidadão que pretenderia roubar com uma chave de fendas, chave de fendas essa que servia também parta quando fosse a um restaurante almoçar ou jantar. Quando lhe apresentassem a conta referida..., ele, com todo o direito que lhe assiste porque não sabe que "a sua liberdade acaba onde começa a de outrem", saca da chave de fendas e ameaça toda a gente e mais alguma. Acaba por ser de certa forma o sentido de libertinagem"

Li no outro dia no jornal o C.M que bastariam os últimos dez anos fiscalizados pelo tribunal de contas e que os desvios ( entenda-se roubos de "Colarinho Branco" só que mais negro as coisas negras que nem dos melhores detergentes do mundo conseguirão clarear...) efectuados fossem repostos para que o défice de Portugal desaparecesse, mas não!. Alguém de direito entenderá que se estes se apoderaram do que se apoderaram ilegalmente foi porque... ( e este porque tem muito que se lhe diga...) estas mesmas leis que dizem governar o País..., o permitiram.
Facto consumado: O ladrão só roubou por esticão porque a vítima arriscou a passear-se com os seus cordões de ouro ao pescoço e a sua carteira recheada de dinheiro.Pode entender-se até e porque não..., como que uma afronta contra quem nada tem. No final..., perante estas leis que em princípio deveriam proteger o cidadão comum mas ao contrário segundo nos parece, protectores em certa medida do crime e por consequência do criminoso, acham que esta vitima mereceu ser roubada por castigo de ostentação.
Mas não era para aí que eu queria ir: Eu queria ir para uma notícia saída hoje no C.M. sobre um alguém que com o fim de vingar-se de uma namorada extra e casada que arranjou ou terá sido esta a estender-lhe o "Guardanapo", lhe matou o filho e deixaria esta viúva se o marido da mesma não tivesse fugido com êxito. Hoje em dia e cada vez mais, mata-se por dá cá aquela palha..., ficando-nos a dúvida se será principalmente por estas leis brandas de um País conhecido por ter brandos costumes, com uma pena perpétua que só pode dar para rir salvo o devido respeito para com as vítimas. Esta coisa do chamado cúmulo jurídico, poderia-mos chamar " Cúmulo da Injustiça" porquanto, tanto dinheiro gasto na manutenção de tantos tribunais, em princípio só para dar colocação e emprego bem remunerado a quem tirou o curso de juiz que de forma alguma poderiam ficar desempregados com tanto Povo a clamar justiça. Só que no fim e depois de tanto dinheiro gasto, este mesmo Povo continua por justiça a reclamar dado que o que tem e tem a mais em princípio é..., injustiça.
É de bradar aos céus a falta de justiça que nos ata de pés e mãos e nem pensar em reclamar no tal livrinho "Amarelo" que, indo o caso a tribunal, estamos sujeitos a ter que pagar as custas e selos e ainda a indemnizar a quem de direito. O melhor mesmo é..., não reclamar por escrito se não quem vai ter que "Pagar o Pato", quem vai ter que arcar com as consequências somos nós.
Livro de reclamações? Será melhor parar para pensar e pensar bem a ver se valerá a pena. Essa coisa de ser corrente o que foi dito por Camões, de que "Tudo vale a pena se a alma não for pequena", não sei se será bem assim. É que na maior parte das vezes quem tenha "Razões-dinheiro...", ganha a quem tem razão.
Aconteceu lá para cima para o norte de Portugal que uma senhora combinou um jantar e o que foi servido seria inferior àquilo quer dizer ao preço anteriormente combinado com a referida senhora. A exemplo poderá dizer-se que a senhora combinou lagosta e terá sido servido camarão de preço efectivamente menor. A senhora pagou por lagosta e pediu o "Livro de Reclamações", escrevendo de suas razões por se achar prejudicada neste negócio. Ao fim de uns meses, foi o caso a tribunal e por decisão do tribunal, teve a dita senhora de pagar custas e selos, tendo perdido a causa em questão e ter que pagar ainda por cima uma indemnização ao dito restaurante a quem tinha já pago a mais quando pagou lagosta por camarão que lhes foi servido nesse jantar.
Bem..., é assim! Se foi para isso ou tal coisa que foi inventado o tal famigerado "Livro de Reclamações"..., então " A Emenda foi pior que o Soneto". Se é dito ser-mos um País de "Poetas e Marinheiros", mais valerá ficar-mo-nos pelos marinheiros ou nem isso..., já que a nossa dita esquerda nacional..., levaria a tribunal internacional todos aqueles que estiveram envolvidos nos "Descobrimentos Portugueses", que nem Camões que ousou escrever a epopeia Portuguesa da mesma, seria perdoado. E nós sabemos que em matéria de condenações..., a nossa esquerda nacional..., não brinca em serviço, são mesmo carrascos dos mais terríveis sem apelo nem circunstância.
Eu fui operado ao estômago e nos quinze dias em que estive na enfermaria não houve um dia em que não tivesse uma questão, uma discussão com os enfermeiros. Tratavam-me bem demais que eu não estando habituado a ser tratado assim tão bem na vida, estranhei. Disseram-me então para escrever no tal livrinho perigoso mas, sabendo eu do já acontecido a esta senhora, desconfiei e disse-lhes, escrevam vocês por mim
que é capaz de ter mais piada. Não é por acaso que se houve dizer que " Gato escaldado de água fria tem medo" e " O medo por vezes guarda a vinha."
Ouvem-se agora centenas de vozes contra o fecho de cento e tantos tribunais como forma imposta pela "Troika" como forma de redução de despesas nacionais. Ninguém se importou enquanto tantos tribunais gastavam dinheiro ao Erário Público ( que provém dos nossos impostos pagos com tanto sacrifício...) em bons ordenados e rendas caras a encher os bolsos de alguém e a justiça vinda daí seria em alguns casos mais injustiça do que propriamente justiça, como aquela de por o morto na cadeia e soltar o criminoso ( até parece anedota...). Parece que serão sempre para cima de cem tribunais a ter que fechar portas para desgosto daqueles que apreciariam de certo modo ter um tribunal à porta para condenar todos aqueles de quem eles não gostam mas, justiça não é isso. e este fecho de tantos tribunais, pode mesmo entender-se com um dos princípios de "Justiça Económica" que é aliás, do que o nosso depauperado País mais precisa.
Há algum tempo a esta parte ouvi numa rádio Portuguesa a transposição de um diálogo entre um advogado e um Sr. Dr. Juiz. Dizia então o advogado: " Está certo Sr. Dr. Juiz! Fazemos então o seguinte! Pomos o morto na cadeia e soltamos o criminoso que assim..., ninguém reclama, não é?. Não reclama é uma maneira de dizer porque a família da vítima terá ensejos de reclamar só que, pensando no tempo que irá ter que esperar para que se faça justiça e no fim ir encontrar injustiça na mesma, começarão a pensar se não será melhor ficarem quietos e não levantarem muita a poeira que pode vis a cair ainda em cima deles.
Li aqui no C.M. outra notícia de que certo indivíduo, proibido pelo tribunal e respectivo Juiz

Sem comentários:

Enviar um comentário