segunda-feira, 12 de março de 2012

Que Resposta nos dá esta Sociedade Consumista?



Fui hoje à minha pasta das sobras e descobri estes versos que, não sendo alguma especialidade, me dão pelo menos resposta a algo que nos está faltando hoje e que me diz que, necessariamente hoje não é nem está melhor que ontem apesar de ontem existirem coisas que deveriam ser abolidas a bem da mesma sociedade de hoje.
 I
Cada vez menos resposta,
A sociedade nos dá!
Por mel, já nos dá bosta...
Que outra coisa, já não há!
II 
Trocaram-se certos valores...
Já se confunde o amor...
Hoje valem mais os estupores,
Que se pavoneiam em seu valor!
III
Carros e roupas caras...
Interessa é dar nas vistas!
Já saindo de casa com máscaras,
Para aparecer nas revistas!
IV
Cultura, já não interessa!
Diplomas, já são comprados!
É que todos temos pressa...
E conseguir bons ordenados!
V
Milionários se faz favor...
Para ser o Sr. fulano se tal...
É só conseguir canudo de doutor,
Que está safo em Portugal!
VI
Mesmo vindo do estrangeiro...
Carregado de livros q'nem burro,  (1)
Só para sacar dinheiro...
Mesmo que seja a murro!
VII
Ou mesmo violência da pesada,
Com tortura e morte à mistura...
Para eles, é como fosse nada,
Para nós, a pior ditadura!

                     A.G.G.      2012

1)- Decorria a Monarquia ainda em Portugal, não sei se ainda no tempo de D. Manuel " O abolidor da escravatura "  em Portugal mas que, dá-me uma certa impressão de que o esclavagismo deixou muitos genes. Realmente se a dita foi abolida no papel, na prática parece ter continuado bem viva e hoje pior ainda porque parece que já há patrões que quereriam ter gente a trabalhar para eles a pagarem-lhes só, imagine-se, metade do o.m.. Isto é esclavagismo puro, sem tirar nem pôr e os desavergonhados dos esclavagistas, eles andam por aí como se nada fosse. É preciso ter lata para tal coisa ou de outra forma, sorte a mais em ainda andarem vivos.
Mas dizia eu, decorria o reinado de D. Manuel aparecendo por essa altura em Portugal um indivíduo vindo de Inglaterra carregado de livros usados para melhor darem ideia de que seriam manuseados pelo mesmo e referido indivíduo. O que parece ser certo é que lhe terão arranjado um gabinete para trabalhar ou melhor para enganar as nossas gentes, com ordenado e tudo. Fico sem saber se essa expressão de chamarem Dr. a um burro carregado de livros, venha dali. É provável que sim! Bem! Se o homem em causa era médico, os impressos das certidões de óbito, devem mesmo uma quebra do catano quer dizer, um desbaste daqueles que vai quase à raiz.
Esta sociedade consumista deve ser reapreciada a breve trecho e quanto mais cedo, melhor. Tenho por sinal uma citação que diz; " Cuidado porque nem tudo o que é novo é bom e nem tudo o que é velho, não presta!" A.G.G. . Quer isto dizer que alguns para não dizer muitos preconceitos usados antigamente e que agora são acusados de "Velhos do Restelo", eram e são abslutamemte necessários ao bom funcionamento de uma sociedade, mesmo consumista que seja p'ra que não venha depois, com " Desculpas de mau pagador...", enquanto " Choram baba e ranho...", dizer...; Ninguém nos avisou!!!...
Quem sabe sobre o Velho Testamento Bíblico, sabe que uma das funções dos Profetas, segundo as directivas de Deus era, avisar o Povo de Israel. Que faziam eles? Matavam esses mesmo Profetas para depois, poderem então ignorar os avisos dados por eles. Povo esperto esse, não é? E porque foram depois desterrados para a Babilónia? Porque, segundo as Escrituras não deram mesmo ouvidos aos avisos que lhes foram enderessados por Deus. É semelhante a quando se diz hoje que só nos lembramos de Sta. Bárbara quando troveja.
Por sinal reparei que aquando dos acontecimentos terríveis no 11 de Setembro nos U.S.A, as televisões mostravam as igrejas de lá, cheias até ao teto, quase. Parecia não caber lá mais ninguém, estavam à cunha.
Hoje em dia, se formos a reparar novamente, estarão às moscas. Não quer dizer completamente vazias mas, não tem nada a ver com o momento que acabei de focar. Dá até a ideia de que o homem é, acima de tudo, um ser ingrato ou pior ainda, que usa e tem usado a traição por interesses económicos e quantas vezes condenáveis.
De há um certo tempo a esta parte, comecei até a referir-me a género humano em lugar de ser humano que afinal vezes demais tem demonstrado que de humanidade tem ou percebe muito pouco ou digamos até, demonstra ser demasiadamente ignorante. É mesmo aquele " Não sei, não quero saber e tenho raiva a quem sabe ". Querem maior estupidez que esta? Não podería-mos fazer disto mesmo um cúmulo de estupidez?
Parece-me que encaixava na perfeição.
E agora por falar em moscas, li ou ouvi aqui há tempos uma anedota super engraçada: Um cliente de um restaurante, reparando que andam muitas moscas no ar, chama o empregado e diz-lhe à laia de critica; Como é que vocês deixam andar tanta mosca à solta pelo restaurante e não lhe fazem uma guerra porque estas moscas, afastam-vos clientes do restaurante.
O empregado com toda a descontração possível e lata também responde ao cliente; Olhe! Já fizemos só que elas, ganharam!


Sem comentários:

Enviar um comentário