Dia 25/1/2012
Acabei de chegar à Biblioteca Municipal, um dos lugares onde aproveito para escrever neste blog, visto ser pobre e não ter tido ainda possibilidades de adquirir um. Repare que eu escrevi pobre e não Insuficiente Económico como pretendiam as mentes Socialistas cá do burgo porque isso me cheira mais a Deficiente Económico do que a outra coisa. E como respondeu Sócrates a Louçã em plena Assembleia Nacional, eles que vão chamar Deficientes Económicos, à tia deles, com o devido respeito a tão cândidas figuras. Por quem sois senhora, que deixasteis de ter sobrinhos para de um momento para o outro, começardes a ter filhos do tio. Esperemos é que não sejam bastardos porque o que parece haver demais por aí, é disso. Bastardos que nem mães se lhes conhecem, quanto mais pais.
Mas passemos ao que intereça que é, neste caso o título em questão: Estava eu folheando um livro para passar o tempo à espera da minha vez de computador e eis se não quando me surge na mente esta expressão onde poderemos englobar tudo o que rodeia este título em causa. Vemos por várias obras publicadas que houveram homens na história que fizeram isto e mais aquilo pelos pobres e em seu nome mas, como se vê a cada dia os ditos pobres estarem cada vez pior, só podem acontecer duas coisas. Ou foiu roubado o que foi feito por eles ou então o que foi feito era tão pouco que deu em nada. Ainda hoje se vê em muitas revistas e são várias as personalidades quer da política quer do mundo do espectáculo em campanhas de "Solidariedade" que para os tais pobres, representa "Águas de Bacalhau" que é o mesmo que nada. Dá é para essa gente que à custa de prometer isto e mais aquilo, lá vão ficando nas fotografias para a posteridade pelo menos. E em jeito de comparação ocorreu-me à lembrança sobre uma campanha de Solidariedade lá pra os lados de Setúbal onde estava incluido o anterior seleccionador nacional ou seja o Sr. Filipe Scolari que quando lhe perguntaram o que ele iria dar para a campanha em causa ele respondeu: "Oi cara! Já dei a minha cara para a fotografia". Estão a ver o que pretendo dizer com este por tido o que façam pelos pobres é sempre tão pouco que quase não se vê?
Afinal, lembrou-me agora, bastava ser uma coisa feita para não ser preciso fazer mais nada por eles.
Bastaria não os roubar com um custo de vida tão elevado, tão excessivo onde a malta não ganha nem sequer para os impostos, quanto mais para a mercadoria. Qualquer dia estaremos mesmo sujeitos a ir a uma superfície comercial, pagar-mos o I.V.A. do que pretendia-mos trazer e deixar lá a mercadoria para não incorrer-mos num risco de ser-mos aindas levados à presença das autoridades ditas competentes, acabando mesmo com os costados dentro de uma cadeia que, como temos visto em Portugal, só existe para pobres. Para ricos, quando muito só pena suspença ou nem isso.
A provar essa tese li aqui há dias no C.M. (É o jornal que se lê de borla nos cafés se não, onde é que um pobre ia buscar o dinheiro para comprar o jornal? Estamos a brincar com coisas sérias ou quê? É certo que há sempre as bibliotecas onde qualquer pobre pode e deve ir ler o jornal para se manter informado e não correr o risco de ser multado por uma lei que saia nesse dia. ( Eles gostam de dizer "Coimado" ao que eu contraponho com o "Coitado" daquele que é apanhado em falta só por não ter computador em casa onde todos os dias, sem falta não corra o risco de sair para a rua sem estar devidamente informado das leis que os senhores deputados puseram cá para fora par nós cumprir-mos. A mim já aconteceu e foram só cento e vinte euros. Uma bagatela, se considerar-mos os ordenados que eles recebem para estarem só a fazer leis para nos lixarem. Eu já nem durmo em condições, preocupado com as preocupações que eles demonstram ter em não nos deixarem sossegados e não virem a cada dia que passa com mais leis e artigos de leis que nos manietam a vida de toda a forma e feitio.
De certa forma, até nem era preciso que eles ajudassem. Bastaria que não desajudassem, que já se tornaria numa ajuda do "Arco da Velha". Se estou a tentar gozar com o assunto? Não, nem me arriscaria a tanto. Estou só a tentar dizer como o outro quando diz: "Não empurrem que eu sei cair!..." Evidentemente que toda a gente sabe cair e há quedas que vale a pena dar mas deixem-nos cair onde a gente quizer, sem que venham empurrar-nos convensidos que sabem o que nos intereça.
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