I
Não queria as palavras
Bem vestidas maquiladas
Insossas medidas
Dos poemas intimistas
Queria as palavras mas
Sujas de tinta e de sangue
Das páginas dos jornais
Hamiton Monteiro (Brasil)
II
Enfeitadas com mentiras...
Nos discursos encomendados...
Que aparecem na televisão.
Para nos enganarem (cem vezes repetiras),
Continuadamente,desavergonhados,...
Dia sim, dia não!
III
São palavras estudadas!
Um prodígio da demagogia...
Que nos enchem as mãos de nadas...
E chamam-lhe, democracia!
IV
Que assim como o sol de Inverno...
Que é frio e pouco aquece,
Virou nossa vida um Inferno!
Em que o Povo enfermo padece...
V
Sem ninguém que lhe acuda!
Que lhe valha na sua salvação...
É que a situação não muda,
Cada vêz mais, é mundo cão!
VI
Onde se e tudo ao contrário,
Já médicos violam pacientes...
Virou chique, é já "nice"ser-se ordinário!
Já dá raiva,ser-mos tão benevolentes!
A.G.G. 2011
Para nos enganarem (cem vezes repetiras),
Continuadamente,desavergonhados,...
Dia sim, dia não!
III
São palavras estudadas!
Um prodígio da demagogia...
Que nos enchem as mãos de nadas...
E chamam-lhe, democracia!
IV
Que assim como o sol de Inverno...
Que é frio e pouco aquece,
Virou nossa vida um Inferno!
Em que o Povo enfermo padece...
V
Sem ninguém que lhe acuda!
Que lhe valha na sua salvação...
É que a situação não muda,
Cada vêz mais, é mundo cão!
VI
Onde se e tudo ao contrário,
Já médicos violam pacientes...
Virou chique, é já "nice"ser-se ordinário!
Já dá raiva,ser-mos tão benevolentes!
A.G.G. 2011
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