sábado, 5 de maio de 2012
Questão Clara como Água turva!...
Mesmo parecendo impróprio para este trabalho, mas porque me lebrou esta interessante história mal me sentei frente ao computador vou vo-la contar, proque me parece estar inter ligada a este tema. O comércio em geral, comporta-se como "Lobo" para com o público em geral, daí, esta história que tem quanto a mim, muito que se lhe diga: Vamos de momento ao tempo fabuloso da Humanidade, desse tempo que dizem que os animais falavam: Um dia, estava um cordeiro saciando sua sede num regato da floresta, daquela água límpida, pura e virgem que a cada passo é mais difícil de encontrar quando se apresenta ao cimo do pequeno monte onde se encontrava a nascente do referido ribeiro um grande e feio lobo gritando com maus e asquerosos modos para o pequeno e inocente cordeiro; Vou matar-te e comer-te porquanto estás turvando a água que pretendo deber! O coitado do cordeiro, já tremendo das pernas e de todo o seu corpinho, disse ainda temeroso para o maldito lobo sem maneiras; Óh Sr. Lobo! Que se saiba a água corre de montante para jusante ou seja de cima para baixo e não de baixo para cima!
A resposta do lobo..., foi; Bom! Se não és tu..., foi teu pai!
Os comerciantes quando querem aumentar seus lucros independentemente do poder de compra do público em geral, vem sempre com a mesma tanga: Sabe..., é que o fornecedor aumentou o preço da mercadoria!...
Nunca é ele o responsável..., é sempre o fornecedor, como se ele ou seja o dito comerciante não podesse cortar um pouco mais as unhas ou seja ganhar menos um pouco porque se há crise, ela terá que tocar também em parte ao dito comerciante que não é mais que nós, é feito do mesmo material que não vai mesmo ficar para semente.
Mesmo porque até nem conviria porque seria uma semente ruim. Para semente o agricultor procura do que de melhor deu a sementeira e não as sementes raquíticas que até semeadas na terra, correriam o risco de não nascer.
Aliás, antes de ir ao trabalho própriamente dito, gostaria ainda de contar-vos mais duas coizitas que não deixam de ser engraçadas e servirão para melhor entender o que pretendo dizer neste trabalho.
Em tempos em Cabo-Verde quando o natural ia a uma loja fazer compras e na sua grande parte ainda não ter aprendido a ler ( Já lá vamos ao analfabetismo, que seria mundial nesta altura do campeonato. Tá certo?...), perguntava ao comerciante ou ao empregado de balcão que o atendia dizendo; " Patrão! Isso tem ivai? Quereria isto dizer se não estaria ele a enganar-se de propósito nas contas e levar-lhe dinheiro a mais, o que aliás, ainda hoje muito acontece e em muitos lugares e por vezes, onde menos se esperaria. Também sei que muitas vezes pode ser mesmo engano. O problema reside é em que normalmente esse engano é quase sempre contra o cliente e a favor do comerciante. E nem vale a pena por-me a contar histórias dessas porque cada um de nós, terá as suas próprias histórias para contar, algumas delas com teor houmuristico mas já outras com teor quase se pode dizer, quase criminoso.
No Brasil haviam aquelas lojas de fazenda onde o assalariado da plantação de café, ia fazer as suas compras até porque ali por perto, não teria outra hipótese de as fazer. A afzenda era do patrão, a loja era do mesmo patrão, era um dois em um, dá para entender não é? O pouco que esse patrão pagava, acabava por ficar de novo para ele por ser gasto na sua loja, na sua mercearia. Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que o cliente levava fiado por ser empregado do mesmo patrão da fazenda e da loja, ponto final. Quando este empregado recebia o seu ordenado e ia à loja fazer o seu pagamento, quando o empregado da referida loja começava a somar, ele ia reparando meses a fio que era assim; 9 e 7, 15 + 4, 19..., 27, e aí, dizia "Si ocê dá conta...", continuava a somar por aí fora e de vez em quando voltava ao " Si ocê dá conta...", e lá ia fazendo a soma entervalada com uns não sei quantos "Si dá conta".
Este cliente que apesar de ser analfabeto também ( mas não era burro...) não teria muito ou nada de parvo, um dia, depois de tantas vezes ir lá fazer as contas, um belo dia e para surpresa do empregado da referida loja, disse-lhe; " Oi cara! Mas esse si dá conta aí, vale quanto? O empregado, malandro ou a mando do patrão, isso é difícil, não se pode saber bem como a coisa funcionava mas de olhos e cara de admirado, disse então ao cliente; "Olha aqui! Si ocê dá conta, não vale! Agora si ocê não dá conta..., vale e de que maneira! Mas olha aqui cara! Não fala nos otro qui tem si dá conta aí..., tá bom?"
"P'ra ocê não tem mais si dá conta..., tá certo?"
Bem! Aqui para nós, não era só assim que o referido empregado iria calar a boca ao cliente que descobriu a malandrice. Teria que dar-lhe sempre algo mais porque lá está, quando há malandrice todos querem comer a sua fatia de bolo ou não será assim a constante normalidade da pequena corrupção, antes de se partir para a grande?
Tem a coisa a ver com isto: " O FMI vem prospectivar uma diminuição real dos salários ( Mas não dos ordenados de certos salafrários, que são um insulto à nossa inteligência e um ataque à nossa dignidade humana, a quem um Sr. Bispo de Lisboa chamou de "Ladrões do Povo". Quem não quer ser tomado por lobo, que então não lhe vista a pele! Ponto final: É assim ou não é? Não podem é comportar-se como lobos e serem chamados de cordeiros. Isso..., nem que a vaca tussa!...) dos Portugueses em cerca de 14% até 2014. O poder de compra cairá para o de 1996...a meu ver cairá muito mais, pois o preço dos bens alimentares ( esta parte é para seguir depois...)
É assim! hoje, o comércio tem as unhas mais compridas e mais sujas quer dizer..., actua com mais e maior percentagem de lucro
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